Câmara de vereadores de Juazeiro concede diploma do Mérito Educativo à professora Oscarlina Tanuri

A Câmara de vereadores de Juazeiro concedeu nesta segunda-feira (30), o Diploma do Mérito Educativo Professora Judite Leal Costa a professora Oscarlina Rodrigues Cardoso Tanuri em reconhecimento aos serviços prestados à causa da educação em Juazeiro. O evento aconteceu na Escola Recanto do pequeno Príncipe, que este ano completa 50 anos de funcionamento, e contou com a participação de familiares, amigos, funcionários, pais e alunos.

O presidente da Câmara Municipal, Alex Tanuri (PSL), rendeu felicitações à homenageada. “Eu queria agradecer a todos os vereadores pela aprovação deste diploma de mérito educativo por unanimidade. Este é uma homenagem que Juazeiro reconhece e coube a nós realizá-la. Foi aqui, nesta escola, que eu também comecei a me tornar um cidadão. E daqui sei que sairão vários alunos que ocuparam cargos públicos como vereador, prefeito, deputados“, disse.

Emocionada, a professora Oscarlina, agradeceu a grande honraria da Câmara Municipal. “É uma gratidão de Juazeiro, agradeço por todos estes anos de amor e confiança. Esta escola começou com a ajuda dos pais. A primeira parte dela foi construída toda com a ajuda dos pais e assim crescemos. Hoje só tenho a agradecer a Deus e a todas as pessoas que fizeram e fazem parte de nossa história. Aos vereadores deixo meu muito obrigado também“, disse a homenageada.

A Escola Recanto do Pequeno Príncipe foi fundada em 1º de maio de 1968 na rua Antônio Pedro, no centro de Juazeiro. No ano seguinte passou a funcionar na J.J Seabra, também no centro da cidade e desde 1978 funciona em prédio próprio na Travessa Paulo VI, no bairro Maria Gorete. Atualmente a Escola conta com 570 alunos, do infantil ao fundamental 1, e 71 funcionários.

Escola Recanto do Pequeno Príncipe comemora 50 anos de existência

A Escola Recanto do Pequeno Príncipe, que fica localizada no bairro Maria Gorete em Juazeiro (BA), completa 50 anos de fundação. Para comemorar a data será realizada uma programação especial, com a participação de funcionários, professores, pais, alunos e também todos que já passaram pela Escola, seja estudando ou trabalhando, estão convidados.

Dia 29 de abril (Domingo), haverá uma alvorada a partir das 5h, saindo da Rua Antônio Pedro, em frente a Secretaria de Educação do Município. De lá os participantes saem em caminhada em direção ao Recanto, acompanhados de um carro de som e da Banda da Polícia Militar. Após a alvorada será servido um belíssimo café da manhã.

No dia 30 de abril (Segunda-feira), haverá uma exposição de fotografias na escola, a partir das 8h da manhã, aberta a toda comunidade. Na ocasião, as crianças realizarão apresentações culturais.

Na terça-feira, 1º de maio, haverá uma missa na Catedral de Juazeiro, às 10h da manhã. Às 12h será servida uma feijoada na Chácara Bouguainville, seguida de um Show do Cantor Alan Cleber. Para ter acesso a feijoada e ao Show é preciso adquirir uma camisa que está sendo vendida na escola.

Pioneira no uso do método da pedagogia de Maria Montissori, em Juazeiro, a Escola Recanto do Pequeno Príncipe, foi fundada em 1º de maio de 1968, pela professora Oscarlina Rodrigues Cardoso Tanuri. Começou a funcionar em uma sala de uma casa da rua Antônio Pedro. A primeira e única turma da época tinha apenas 20 alunos.

No ano seguinte, a demanda aumentou e foi preciso alugar três casas para novas instalações na Rua J.J Seabra. Em 1978 foi inaugurado uma sede própria no Bairro Maria Gorete onde a escola funciona até hoje.

Atualmente o Recanto conta com 570 alunos, do infantil ao ensino fundamental 1 e 71 funcionários. Para Oscarlina Tanuri, fundadora e gestora da escola, é um momento de muita alegria comemorar o aniversário de 50 anos.

É com o coração inflamado de gratidão a Deus e a alma transbordando de alegria, que celebro esses 50 anos de glórias da nossa Escola Recanto do Pequeno Príncipe. Que a educação possa ser uma ferramenta divina, capaz de transformar vidas e abrir caminhos. A criança é sinal vivo da presença de Deus. Que elas sejam sempre amadas e respeitadas, para que a esperança em um mundo novo nunca se acabe. Meu carinho e minha gratidão por todos que ajudaram a construir essa escola tão amada“, disse ela.

Alunos do ensino fundamental 1 vão ao supermercado estudar o sistema monetário brasileiro

Os alunos das turmas 1º ano A, das Tias Janaína e Mariana, e 1º ano B, das Tias Joice e Ilse, do ensino fundamental 1, participaram de aula diferente. Saíram da sala de aula na escola e foram ao supermercado estudar matemática. Isso mesmo. Eles foram aprender sobre o sistema monetário brasileiro.

Com dinheiro em mãos, as turminhas percorreram os corredores em buscar de alimentos para comprar e que seriam usados na merenda daquele dia. Foi aí que eles começaram a descobrir o valor das notas que o papai e a mamãe tinham dado e quanto custa cada alimento.

Mas segundo tinha Janaína, a aula serviu também para outras disciplinas como português e ciências. Em português, as crianças aprendem a fazer a leitura de rótulos e a pronúncia das palavras que eles têm maior dificuldade em falar. Já em ciência é possível aprender sobre comidas saudáveis e não saudáveis, quantidade de proteínas dos alimentos, etc.

De acordo com as professoras, as crianças participaram ativamente das atividades, onde elas expandiram seus conhecimentos. Foi possível observar a autonomia, nível interesse pela a atividade proposta e o raciocínio lógico de cada um. Elas garantem que a aula se tornou muito atrativa e proveitosa, pois, eles colocaram em prática tudo aquilo que aprenderam em sala de aula.

O lúdico chama muito mais atenção do que aquela coisa monótona, parada. Então quando eles ficam em movimento aguçando a curiosidade deles, eles aprendem muito mais“, garantiu a Tia Janaína.

Maria Montessori, a médica que valorizou o aluno

Poucos nomes da história da educação são tão difundidos fora dos círculos de especialistas como Montessori. Ele é associado, com razão, à Educação Infantil, ainda que não sejam muitos os que conhecem profundamente esse método ou sua fundadora, a italiana Maria Montessori (1870-1952). Primeira mulher a se formar em medicina em seu país, foi também pioneira no campo pedagógico ao dar mais ênfase à auto-educação do aluno do que ao papel do professor como fonte de conhecimento. “Ela acreditava que a educação é uma conquista da criança, pois percebeu que já nascemos com a capacidade de ensinar a nós mesmos, se nos forem dadas as condições”, diz Talita de Oliveira Almeida, presidente da Associação Brasileira de Educação Montessoriana.

Individualidade, atividade e liberdade do aluno são as bases da teoria, com ênfase para o conceito de indivíduo como, simultaneamente, sujeito e objeto do ensino. Montessori defendia uma concepção de educação que se estende além dos limites do acúmulo de informações. O objetivo da escola é a formação integral do jovem, uma “educação para a vida”. A filosofia e os métodos elaborados pela médica italiana procuram desenvolver o potencial criativo desde a primeira infância, associando-o à vontade de aprender – conceito que ela considerava inerente a todos os seres humanos.

O método Montessori é fundamentalmente biológico. Sua prática se inspira na natureza e seus fundamentos teóricos são um corpo de informações científicas sobre o desenvolvimento infantil. Segundo seus seguidores, a evolução mental da criança acompanha o crescimento biológico e pode ser identificada em fases definidas, cada uma mais adequada a determinados tipos de conteúdo e aprendizado.

Maria Montessori acreditava que nem a educação nem a vida deveriam se limitar às conquistas materiais. Os objetivos individuais mais importantes seriam: encontrar um lugar no mundo, desenvolver um trabalho gratificante e nutrir paz e densidade interiores para ter capacidade de amar. A educadora acreditava que esses seriam os fundamentos de quaisquer comunidades pacíficas, constituídas de indivíduos independentes e responsáveis. A meta coletiva é vista até hoje por seus adeptos como a finalidade maior da educação montessoriana.

Ambientes de liberdade

Ao defender o respeito às necessidades e aos interesses de cada estudante, de acordo com os estágios de desenvolvimento correspondentes às faixas etárias, Montessori argumentava que seu método não contrariava a natureza humana e, por isso, era mais eficiente do que os tradicionais. Os pequenos conduziriam o próprio aprendizado e ao professor caberia acompanhar o processo e detectar o modo particular de cada um manifestar seu potencial.

Por causa dessa perspectiva desenvolvimentista, Montessori elegeu como prioridade os anos iniciais da vida. Para ela, a criança não é um pretendente a adulto e, como tal, um ser incompleto. Desde seu nascimento, já é um ser humano integral, o que inverte o foco da sala de aula tradicional, centrada no professor. Não foi por acaso que as escolas que fundou se chamavam Casa dei Bambini (Casa das crianças), evidenciando a prevalência do aluno. Foi nessas “casas” que ela explorou duas de suas ideias principais: a educação pelos sentidos e a educação pelo movimento.

Descobrir o mundo

Nas escolas montessorianas, o espaço interno era (e é) cuidadosamente preparado para permitir aos alunos movimentos livres, facilitando o desenvolvimento da independência e da iniciativa pessoal. Assim como o ambiente, a atividade sensorial e motora desempenha função essencial – ou seja, dar vazão à tendência natural que a garotada tem de tocar e manipular tudo o que está ao seu alcance.

Maria Montessori defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por meio do movimento e do toque que as crianças exploram e decodificam o mundo ao seu redor. “A criança ama tocar os objetos para depois poder reconhecê-los”, disse certa vez. Muitos dos exercícios desenvolvidos pela educadora – hoje utilizados largamente na Educação Infantil – objetivam chamar a atenção dos alunos para as propriedades dos objetos (tamanho, forma, cor, textura, peso, cheiro, barulho).

O método Montessori parte do concreto rumo ao abstrato. Baseia-se na observação de que meninos e meninas aprendem melhor pela experiência direta de procura e descoberta. Para tornar esse processo o mais rico possível, a educadora italiana desenvolveu os materiais didáticos que constituem um dos aspectos mais conhecidos de seu trabalho. São objetos simples, mas muito atraentes, e projetados para provocar o raciocínio. Há materiais pensados para auxiliar todo tipo de aprendizado, do sistema decimal à estrutura da linguagem.

Escola sem lugar marcado

As salas de aula tradicionais eram vistas com desprezo por Maria Montessori. Ela dizia que pareciam coleções de borboletas, com cada aluno preso no seu lugar. Quem entra numa sala de aula de uma escola montessoriana encontra crianças espalhadas, sozinhas ou em pequenos grupos, concentradas nos exercícios. Os professores estão misturados a elas, observando ou ajudando. Não existe hora do recreio, porque não se faz a diferença entre o lazer e a atividade didática. Nessas escolas as aulas não se sustentam num único livro de texto. Os estudantes aprendem a pesquisar em bibliotecas (e, hoje, na internet) para preparar apresentações aos colegas. Atualmente existem escolas montessorianas nos cinco continentes, em geral agrupadas em associações que trocam informações entre si. Calcula-se em torno de 100 o número dessas instituições no Brasil.

Biografia

Maria Montessori nasceu em 1870 em Chiaravalle, no norte da Itália, filha única de um casal de classe média. Desde pequena se interessou pelas ciências e decidiu enfrentar a resistência do pai e de todos à sua volta para estudar medicina na Universidade de Roma. Direcionou a carreira para a psiquiatria e logo se interessou por crianças com retardo mental, o que mudaria sua vida e a história da Educação. Ela percebeu que aqueles meninos e meninas proscritos da sociedade por serem considerados ineducáveis respondiam com rapidez e entusiasmo aos estímulos para realizar trabalhos domésticos, exercitando as habilidades motoras e experimentando autonomia. Em pouco tempo, a atividade combinada de observação prática e pesquisa acadêmica levou a médica a experiências com as crianças ditas normais. Montessori graduou-se em pedagogia, antropologia e psicologia e pôs suas idéias em prática na primeira Casa dei Bambini (Casa das crianças), aberta numa região pobre no centro de Roma. A esta se seguiram outras em diversos lugares da Itália. O sucesso das “casas” tornou Montessori uma celebridade nacional. Em 1922 o governo a nomeou inspetora-geral das escolas da Itália. Com a ascensão do regime fascista, porém, ela decidiu deixar o país em 1934. Continuou trabalhando na Espanha, no Ceilão (hoje Sri Lanka), na Índia e na Holanda, onde morreu aos 81 anos, em 1952.

Fonte: Nova Escola